terça-feira, 12 de março de 2013

O desafio das FAQs


Ao que parece, cada momento da vida traz perguntas frequentes por parte do que fizeram do mundo.

Quando criança, é comum ouvir: de quem você gosta mais do papai ou da mamãe? O que você quer ser quando crescer? Como foi na escola? Quem é seu melhor amigo(a)?  Vai passar de ano? 

Após ouvir essas perguntas seguidamente, e, não ter a menor ideia das respostas, aprendemos a mentir, porque ainda não sabemos mandar os curiosos catarem coquinho. 

Quando adolescente, as perguntas mais ouvidas dizem respeito aos nossos amigos: estuda onde? É filho de quem? O que faz? Vocês estão namorando? E o vestibular? Já decidiu o que vai estudar? É geralmente nessa fase que se percebe como o mundo dos adultos tende a ser previsível.

Sobrevivendo ao turbilhão hormonal com vida, mesmo sem compreender a urgência de chegar ao futuro, na idade considerada jovem-adulta, as perguntas mais comuns giram em torno da possibilidade de ganhar o vil metal: já está estagiando? Vai ser efetivado? Você está pensando no seu futuro?

E, nessa fase, é quase natural que o mundo pareça quadrado; e nosso desafio passa a ser desvendar o mundo como ele é, e, não como essas perguntas o moldaram. 

Portanto, como se vê, FAQs é fox.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Coisas que aprendi com os meus amigos do mundo


Espanha

Interromper a fala um do outro não é falta de educação; é parte do diálogo.

Ingleses
Interromper é uma gafe. Porém, pior seria fazer o V formado com o dedo indicador e o médio, de modo que as costas da mão ficassem virada para aquele a quem o gesto fosse dirigido; isso é equivalente a gesticular o dedo médio. 

“Por quê?”

Porque, durante a guerra entre Inglaterra e França, os ingleses eram conhecidos por serem excelentes arqueiros, matando e ferindo os franceses. Por sua vez, os franceses, quando capturavam os ingleses, cortavam os dedos indicador e médio, impedindo-os de manusear os arcos. Diante de um confronto, os ingleses exibiam os dedos, em sinal de V (conforme descrito acima), demonstrando que ainda podiam guerrear. Com o passar dos anos, esse gesto foi absorvido e significa fu_k o_f. 

Por isso, quando for comprar algo (dois ingressos para o teatro, por exemplo), assegure-se de virar para o vendedor a palma da mão!

Japoneses
Que se respeite a pausa entre as falas dos participantes (a pausa dura um pouco mais de um segundo).

Chineses
Arroz é café da manhã. 

Coreanos
Na Coreia (do Sul), o churrasco também é um prato típico.

Nova Zelândia
Kiwi é uma fruta, é um pássaro e é também como se chama o cidadão da NZ.

Austrália
É possível apreciar as quatro estações num só dia (as condições climáticas de Melbourne permitem).

Alemanha
A confiança é a base. 

Brasil
Gentileza gera gentileza.

Suíça
Nós somos pela qualidade.

Holanda
Van Gogh e tulipas. Liberdade? Liberdade é poder andar de bicicleta tranquilamente. 

Camboja 
Não importa a loucura do mundo, seguimos. 

Laos
Alegria é um remédio doce.

Tailândia
Uma boa massagem cura (quase) tudo.

Franceses
Queijo pode ser sobremesa.

Italianos
Veneza é intrigante.

Turquia 
Para falar obrigado em turco basta repetir as palavras: tea sugar dream.

Bulgária
Não com a cabeça é sim e vice-versa. 

Grécia
Ao comer na Grécia, por favor, não quebre o prato. 

Marrocos
O preço é uma abstração.

Americanos (dos Estados Unidos)
O que você faz pode virar um negócio!

Argentina
A bailar. 

Áustria
Klimt aqui. 

E falamos diversas línguas, porém todos cantamos e dançamos!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eu, tu, ele, nós, vós, eles


Se a frase “Penso, logo existo” for verdade, o que acontece quando danço tango, que nenhum pensamento toma forma, eu não existo? Então, quem  dança?

Quando converso com alguém e não presto atenção, porque estou pensando em outra coisa, sou eu o que pensa no outro mote, ou aquele que aparentemente ouve, porém não está ali?

Quando sonho comigo, quem sou eu? O protagonista, ou o que sonha?

Quando digo “eu não estava em mim quando disse aquilo”, onde eu estava? E quem disse?

E quando converso comigo, qual deles sou?

Por que eu me importo com o que os outros pensam de mim, se de quem eles pensam pode não ser eu, e, sim o que pensou que era eu?

E se quem pensou de mim, que não era eu mas quem eu pensava que era, tampouco era quem era, mas quem queria ser o que pensava? 

E se quem eu sou fosse quem eu sempre quis ser, sem ser o que eu dizia ou pensava que era, podemos dizer que somos um, dentre muitos, ou que somos muitos dentro de cada um?

Cai entre nós, vós e eles, somos todos perceptíveis? 

sexta-feira, 1 de março de 2013

4 Desculpas para não escrever e 4 propostas de solução

1. Tomei conhecimento de que as ideias surgem no lado direito do cérebro. No entanto, a capacidade de linguagem reside no lado esquerdo. Por isso, é possível que tenhamos inspirações, que não sejam inteligíveis para a nossa capacidade de verbalização; como é que se pode escrever? 
Solução: já estou lendo um livro que permite a tradução dos assuntos do lado direito do cérebro.

2. Não consigo compreender as conversas nos cafés, onde costumo coletar assuntos, pois o meu alemão é parco.
Solução: estou estudando alemão todos os dias, porém sei que a fluência poderá vir só na próxima encarnação (é o que dizem por aí). Porém no curso há pessoas interessantes que trazem na bagagem um montão de histórias.

3. Não tenho ido à biblioteca, onde gosto de estudar e escrever, pois está muito frio. O inverno aqui se alimenta da temperatura das pessoas; sair de casa é uma batalha corporal. Por conta disso, não tenho feito caminhadas nem dançado tango.
Solução: a primavera chegará em alguns dias, e poderei voltar à minha rotina na biblioteca, na milonga e nos parques onde os assuntos brotam com mais frequência; e, se a conjuntura astral convergir, voltarei a refinar os textos e, quem sabe, publicá-los.

4. Estava lendo "O Grande Sertão Veredas" (G.Rosa) e estava completamente  imersa na história, cheguei a me tornar um jagunço; foi uma experiência sobrenatural.
Solução: acabei de ler o livro.

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"Considerando a capacidade do ser humano de inventar desculpas, podemos concluir que somos criativos?" Os otimistas perguntariam.

"Que final infeliz." Os perfeccionistas comentariam.

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ps.: sair da inércia tem o seu preço (exposição ao ridículo, mas vale a pena; os perfeccionistas que me perdoem).